O NASCIMENTO DE UM BEBÊ COM DEFICIÊNCIA

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O nascimento de um bebê desperta nos pais grandes trocas emocionais, fantasias, expectativas sonhos. Quando um bebê nasce com algum tipo de deficiência, os pais apresentam imediatamente uma dificuldade de se identificarem com seu bebê, que antes estava idealizado em uma fantasia, em seus pensamentos antes mesmo dele nascer.

Consideramos também, que este bebê carrega uma continuidade dos pais, reflete seu futuro, desejos, representa os próprios valores e a maneira que estabelecerão o vinculo afetivo com ele.

A partir da notícia de que o bebê tem uma deficiência como à síndrome de Down, ou qualquer alteração inesperada, os pais se vêem profundamente afetados emocionalmente em seu aspecto narcisista. É um momento de luto, deste bebê que foi imaginado, para o bebê real que tem deficiência.

Este processo é relativamente longo e variável, para cada casal, em vincularem e recuperam-se, elaborando e se adequando as características do recém-nascido com deficiência.

Na realidade não é somente a questão do diagnóstico que paralisa os pais, mas os sentimentos intensos relacionados ao atual bebê. Produz-se uma ruptura das fantasias antes sonhadas, com o vinculo que se havia estabelecido previamente, há um conflito entre sentimentos da perda do bebê desejado e a aceitação do bebê real.

A elaboração deste conflito e elaboração de luto depende de cada casal, de cada um dos pais e da vinculação interna do filho ideal para o filho real dentro da realidade, com suas características enquanto sujeito. É um processo de reconstrução, de um novo lugar interno para este bebê recém-nascido ser acolhido.

Os pais passarão pelos 5  períodos para elaboração do luto do bebê com deficiência:

  1. Negação e choque
  2. Raiva
  3. Negociação
  4. Depressão
  5. Elaboração do luto e a aceitação do bebê com deficiência

Nem todos os pais conseguirão elaborar os cinco períodos do luto, alguns ficarão presos em alguma das fases, e isso comprometerá todo vinculo afetivo com o bebê, levando a consequências no seu desenvolvimento na infância, adolescência e vida adulta. Por isso da importância de uma intervenção com acompanhamento em psicoterapia para acolhimento e elaboração destas fases tão importante.

Os pais que conseguem elaborar as cinco fases de luto terão grande chance de seu filho ter um desenvolvimento mais saudável, ser atendido em suas necessidade e em ser aceito como de fato ele é, em sua singularidade e projeto de vida.

Os pais precisarão pensar em seu bebê que crescerá com uma personalidade própria, com um ritmo de desenvolvimento determinado, com um futuro de possibilidades diversas, com suas singularidades e também parecidas e pertencentes aquela família, mesmo com síndrome de Down.

No momento da noticia é importante que se oriente os pais a não deixarem de ter esperanças e manterem um projeto de vida para seu bebê, talvez um outro projeto de vida, mas que este não se perca nunca. Portanto, permitir-se construir novas fantasias e esperar outras gratificações deste bebê que não era o imaginado, desejado e sonhado seria um bom começo.

Quando se trata de um bebê com síndrome de Down, ou com algum transtorno no desenvolvimento, o conceito de deficiência envolverá diretamente a identidade do recém-nascido. Por isso é essencial que logo os pais possam ser acolhidos para poderem iniciar um vinculo afetivo como qualquer bebê necessita.

Um bebê com qualquer deficiência precisa que os pais, o amem, o toquem, brinquem com ele, falem, estimulem, mas tudo isso inicialmente às vezes é muito sofrido e difícil para os pais.

O nascimento de um bebê com deficiência gera muita angustia e constitui-se a origem de reações psicológicas complexas que variam, segundo o tipo de déficit da patologia, dos fatores que causaram e da personalidade dos pais.

A partir do comunicado do diagnóstico aos pais, os mesmos atravessam por diferentes etapas emocionais, já descritas na literatura especializada, que poderíamos resumir em: estado de choque, negação da situação, decepção, intensa tristeza e elaboração do luto.

Quando os pais conseguem um equilíbrio dos sentimentos finalmente conseguem organizar-se e ocuparem-se dos cuidados necessários com seu bebê. Aparece à esperança, a força em continuar sua vida familiar em função das necessidades reais do novo bebê.

Oferecer aos pais apoio emocional, acolhimento e informações pois isso ajudará os pais a  vincular-se amorosamente ao seu bebê, aprendendo a observá-lo, descobrindo suas reações, necessidades e oferecendo respostas e atitudes adequadas sem superproteger ou rejeitá-lo.

Cada bebê tem uma reação diferente, capacidades, potencialidades e a evolução de cada um também são únicas, os pais precisarão estar sendo compreendidos emocionalmente para poderem perceber a evolução de seu bebê e recuperarem-se seu bem estar.

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Marina S. R. Almeida

Consultora Ed. Inclusiva, Psicóloga Clínica e Escolar

Neuropsicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga Especialista

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