CENÁRIO ATUAL DO ESTELIONATO SENTIMENTAL VIRTUAL CONTRA MULHERES MADURAS E DE ALTA ESCOLARIDADE

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Este artigo analisa o fenômeno dos golpes virtuais amorosos tecnicamente denominados romance scams ou estelionato sentimental eletrônico com foco específico no perfil de mulheres maduras (entre 40 e 70 anos) e de elevado nível cultural e acadêmico.

Desmistifica-se a premissa de que a instrução formal protege contra fraudes financeiras, demonstrando que os criminosos utilizam técnicas sofisticadas de engenharia social e inteligência artificial (IA) para explorar vulnerabilidades situacionais e universais, como o isolamento e o desamparo.

O artigo detalha as táticas de manipulação psicológica, o impacto à saúde mental das vítimas, as diretrizes para intervenção psicoterapêutica e os procedimentos legais para denúncia e responsabilização jurídica.

O Cenário Atual dos Romance Scams

A transição das interações humanas para o ambiente digital expandiu as fronteiras do crime patrimonial focado na manipulação afetiva.

O estelionato sentimental virtual consiste na simulação de um vínculo amoroso com o objetivo exclusivo de auferir vantagens econômicas ilícitas, arruinando o patrimônio da vítima através do abuso de confiança.

Dados globais e nacionais apontam que este crime atingiu proporções alarmantes. De acordo com relatórios da Febraban Tech coletados em 2026, as fraudes digitais custaram mais de US$ 442 bilhões à economia global apenas no ano anterior.

No Brasil, as perdas com crimes cibernéticos alcançaram R$ 10,1 bilhões, sendo que os golpes românticos já representam cerca de 4% de todas as perdas financeiras via Pix registradas no país.

Pesquisas conduzidas por institutos de segurança digital e iniciativas sociais indicam que 4 em cada 10 mulheres brasileiras afirmam já ter sido vítimas ou conhecem alguém afetado pelo “golpe do amor”.

O avanço tecnológico complexificou o modus operandi. Ferramentas de Inteligência Artificial Generativa agora permitem que os criminosos automatizem diálogos altamente personalizados, fotos de alta resolução e criem simulações hiper-realistas por meio de deepfakes em chamadas de vídeo, superando as barreiras tradicionais de desconfiança.

O Perfil Alvo: Mulheres Cultas e Mais Velhas

Existe um viés cognitivo social que associa a vitimização por fraudes à falta de instrução formal ou à ingenuidade.

No entanto, estudos de caso e levantamentos do Núcleo de Gênero do Ministério Público revelam que mulheres com condição financeira estável, autonomia e alto nível de escolaridade figuram frequentemente como alvos preferenciais dos golpistas virtuais.

Os estelionatários selecionam intencionalmente perfis que combinam dois fatores vitais:

  1. Solvência Financeira: Capacidade de realizar transferências de altos valores, fazer empréstimos ou liquidar investimentos.
  2. Independência Operacional: Mulheres maduras que gerenciam o próprio patrimônio e tomam decisões sem a necessidade de validação imediata de terceiros ou familiares.

A escolaridade e o intelecto não anulam as necessidades afetivas básicas. Mulheres cultas tendem a valorizar conversas profundas, narrativas complexas e perfis refinados elementos que os golpistas emulam perfeitamente por meio de roteiros bem estruturados.

Causas e Vulnerabilidades Psicossociais

A vulnerabilidade ao golpe não decorre de incapacidade intelectual, mas sim de fatores situacionais, cronológicos e estruturais.

Geralmente a estrutura psicológica segue o seguinte percurso:

Vulnerabilidade Emocional ──> Luto, Viuvez, Divórcio na Maturidade, Solidão + [Isolamento Social] ──> Redução da rede de apoio primária──> Induz a [Dissonância Cognitiva – não faz teste de realidade adequado] ──> O desejo de conexão afetiva mobiliza instancias narcísicas ──> leva a validação da mentira, bajulação amorosa e sedução predatória ──> sustenta a ilusão e mantem a pessoa em estado permanente de negação da realidade e apaixonamento idealizado ──> leva a pessoa a ser permissiva, submissa e compactua com o assédio do possível golpe virtual em curso.

  • Transições de Vida e Desamparo: Mulheres entre 40 e 70 anos passam com frequência por marcos desestabilizadores, tais como o divórcio tardio, a viuvez ou a “síndrome do ninho vazio” (saída dos filhos de casa), crises existenciais da idade. Essas transições geram picos de solidão e o sentimento de invisibilidade social e afetiva.
  • A Ilusão da Hiperconexão: A internet cria uma falsa sensação de intimidade acelerada. O golpista oferece atenção e bajulação contínua, respondendo de prontidão a mensagens, preenchendo o vazio cotidiano da rotina da vítima.
  • Mecanismos de Defesa do Ego: Uma vez iniciado o processo de encantamento, a mente da vítima recorre à negação e ao viés de confirmação para ignorar incongruências comportamentais do vínculo virtual (sinais de alerta), pois admitir a fraude significaria validar a própria dor do desamparo que está sendo negado.

Anatomia da Manipulação: O Modus Operandi

O estelionato sentimental não é um evento fortuito; trata-se de um processo sistemático de condicionamento psicológico estruturado em etapas claras:

1.A. Criação do Perfil Idealizado

Os criminosos constroem personas que inspiram respeito, beleza estética, saúde, bem-estar, atividades filantrópicas, atividades profissionais glamurosas, autoridade, exibem bens caríssimos (carros, iates, helicóptero, jatos, mansões ou apartamentos luxuosos), roupas de grife, viagens internacionais, cultura e estabilidade socioeconômica.

Perfis falsos frequentes envolvem personas de médicos ou repórteres humanitários em zonas de conflito, atores, cantores, engenheiros civis alocados em plataformas petrolíferas marítimas, empresários de sucesso ou militares de alta patente prestando serviços no exterior.

Essas profissões justificam de forma lógica a impossibilidade de encontros físicos imediatos, dificuldades repentinas de conexão de internet e impossibilidade de videoconferência ou chamada por vídeo.

2. Love-Bombing (Bombardeio de Amor)

Fase caracterizada pelo excesso de validação, bajulações, declarações prematuras de afeto, espiritualidade, humanitarismo e promessas de um futuro compartilhado (como casamento e coabitação).

O manipulador estuda as redes sociais da vítima para espelhar seus gostos, valores, preferências intelectuais, hobbies e crenças religiosas, tornando-se o “parceiro ideal”.

3. Isolamento Progressivo

O golpista induz sutilmente a vítima a não compartilhar detalhes do relacionamento com filhos, amigos ou conselheiros financeiros, sob a justificativa de proteger a relação de “olhares invejosos” ou “preconceito de idade”. Isolada da rede de apoio, a vítima perde o referencial de realidade externa.

  • Geralmente evitam qualquer tentativa de encontro presencial, por videoconferência ou por chamada de vídeo no celular. Caso isso aconteça utilizam de Inteligência Artificial para criarem vídeos falsos. Também podem enviar vídeos falsos ou simularem um personagem falso gerado por IA durante uma chamada de vídeo rápida, logo alegando problemas na conexão da internet.
  • Optam por mensagens de texto em aplicativos ou e-mails.
  • Solicitam fotos íntimas da vítima (nuds), como forma futura de chantagear a vítima, caso seja descoberto.

4. A Transição para a Exploração Financeira

Estabelecido o vínculo de dependência emocional, o roteiro migra para a solicitação de recursos da vítima enviar dinheiro imediatamente.

As justificativas apelam sempre para a urgência emocional, tragédia ou empecilho burocrático:

  • Bloqueios de contas bancárias por motivos fiscais alfandegários.
  • Emergências médicas súbitas de filhos, parentes ou do próprio golpista.
  • Ajuda com custos de viagens e passagens aéreas para viabilizar o tão esperado encontro.
  • Variações modernas que misturam o afeto com indicações de falsas plataformas de investimento em criptomoedas (pig butchering) que a vitima irá ganhar muito dinheiro.
  • Empréstimo de valores para cobrir um grande negócio.
  • Pagar custos adicionais em plataforma vip para falar no privado no caso de perfis falsos de famosos.
  • Pagar custos para que possa enviar um anel de brilhante, mas que ficou bloqueado na alfandega.

5.Descoberta do Golpe do Amor Virtual (Catfishing ou Estelionato Sentimental)

Esse momento costuma ser de profunda quebra narcísica, onde a fantasia construída desaba diante de uma evidência factual indiscutível.

Exemplo com as etapas

  • O Contexto e a Fantasia

Helena, uma arquiteta de 42 anos, mantém um relacionamento virtual há oito meses com “Thomas”, um suposto engenheiro britânico que trabalha em uma plataforma de petróleo no mar da Escócia. Eles conversam diariamente por mensagens de texto e áudios, mas Thomas sempre apresenta justificativas técnicas (sinal de satélite ruim, câmera quebrada) para nunca fazer videochamadas. O laço afetivo é intenso; Helena sente-se profundamente ouvida, amada, apaixonada, valorizada e resgatada de uma fase de solidão.

  • O Desencadeador: A Exigência Financeira

O relacionamento atinge o ápice quando Thomas anuncia que finalmente virá ao Brasil para morar com Helena. Dias antes da suposta viagem, ele envia fotos de malas prontas. No entanto, na data do embarque, Helena recebe uma mensagem desesperada: Thomas alega que suas contas bancárias foram temporariamente bloqueadas devido a um problema fiscal com a empresa de petróleo e que ele precisa pagar uma taxa alfandegária urgente de R$ 15.000 no aeroporto para não ser retido. Sob forte pressão emocional e apelos de urgência, Helena realiza a transferência via Pix.

  • O Momento da Descoberta

O estalo da realidade acontece 24 horas após o envio do dinheiro, quando Thomas pede um novo valor sob outra justificativa e o tom das mensagens muda, tornando-se agressivo e impositivo. A suspeita faz Helena realizar duas ações imediatas no ambiente digital:

  1. A Busca Reversa de Imagens: Helena salva a foto de perfil que Thomas usava no aplicativo e faz um upload no buscador do Google para rastrear a origem da imagem. O resultado revela que as fotos pertencem, na verdade, a um influenciador digital dinamarquês que tem milhares de seguidores e nenhuma relação com o perfil falso.
  2. O Rompimento do Silêncio: Ao confrontar o perfil com o print da busca reversa, Helena percebe que sua foto de perfil desaparece instantaneamente e as mensagens deixam de ser entregues. O golpista a bloqueou em todas as redes e apagou a conta.

  • O Impacto Psíquico

Para a psicanálise, o trauma da descoberta não reside apenas na perda financeira, mas na violência do desmentido. Helena depara-se abruptamente com o fato de que o Outro com quem partilhava sua intimidade, seus medos e seus desejos nunca existiram fora de sua própria projeção psíquica. O choque oscila entre a humilhação severa por ter sido enganada e o luto real por alguém que era fictício, exigindo um doloroso processo de reconstrução do seu próprio valor e da capacidade de confiar no laço social.

Na abordagem psicanalítica, o que faz uma pessoa permanecer em um golpe do amor virtual, mesmo diante de sinais óbvios de fraude (os chamados red flags), não é falta de inteligência ou ingenuidade purista. Trata-se da operação de potentes mecanismos psíquicos de defesa que protegem o sujeito de uma realidade insuportável: a de que o objeto de seu amor e o seu próprio ideal de completude são uma farsa.

Os Principais Mecanismos Psíquicos da Cegueira Afetiva e Negação

A Recusa ou Desmentido

Conceituado por Freud, o desmentido é um mecanismo onde o sujeito percebe a realidade factual, mas opera como se ela não existisse.

  • Como funciona no golpe: A vítima vê os fatos (o homem nunca liga a câmera, pede dinheiro, se contradiz), mas divide sua mente. Uma parte reconhece o absurdo, mas a outra parte ligada ao desejo diz: “Eu sei que isso parece um golpe, mas o caso dele é diferente”. O sujeito convive com a contradição para não renunciar ao ganho narcísico que o relacionamento virtual proporciona.

A Projeção e a Construção do Objeto Ideal

O ambiente puramente textual da internet funciona como uma tela em branco perfeita para a projeção das fantasias inconscientes da vítima.

  • Como funciona no golpe: Como o golpista real não se mostra (não há corpo, cheiro, falhas do cotidiano), a vítima preenche os vazios e os silêncios da tela com as características do “parceiro ideal” que ela sempre buscou. Ela não se apaixona pelo golpista, mas pelo espelho de suas próprias demandas afetivas. Renunciar ao golpista significaria assassinar essa criatura perfeita criada por sua própria mente.

A Racionalização

É a busca por justificativas logicamente consistentes, porém falsas, para explicar comportamentos suspeitos e aliviar a dissonância cognitiva.

  • Como funciona no golpe: Para acalmar a própria desconfiança e o julgamento de amigos e familiares, a vítima cria teorias complexas que justificam o Outro. “Ele não liga a câmera porque trabalha em uma área militar secreta”, ou “Ele pediu dinheiro porque a burocracia internacional travou os bens dele”. A racionalização transforma os sinais de perigo em provas de que o parceiro é uma vítima heroica das circunstâncias.

Investimento Libidinal e a “Falácia dos Custos Surtidos”

Sob a ótica da economia pulsional, a vítima já depositou uma quantidade massiva de tempo, segredos confessionais, enviou fotos intimas, fantasias de futuro e, muitas vezes, enviou muitos recursos financeiros naquele relacionamento.

  • Como funciona no golpe: Quanto mais a pessoa investe (emocional ou financeiramente), mais difícil se torna recuar. Admitir o golpe significa aceitar que todo aquele investimento foi perda de tempo, jogado fora e que ela foi enganada. O psiquismo prefere dobrar a aposta (enviar mais dinheiro ou insistir na farsa) na esperança mágica de que, no final, o parceiro se prove real e valide todo o sofrimento suportado.

O Tamponamento do Desamparo

Muitas vezes, o golpe se instala em momentos de extrema vulnerabilidade biográfica da vítima (um luto, um divórcio doloroso, o isolamento da meia-idade).

  • Como funciona no golpe: As mensagens diárias de bom dia, os áudios apaixonados e a promessa de um futuro compartilhado funcionam como um poderoso fármaco psíquico contra o desamparo. A negação do golpe é, fundamentalmente, uma defesa contra a depressão e contra o retorno abrupto ao vazio existencial que a presença virtual do golpista conseguia anestesiar.

6. Busca de Ajuda e Recuperação Psicológica

O rompimento da ilusão e a descoberta da fraude geram danos psíquicos profundos que extrapolam o desfalque patrimonial.

A psicanalista e terapeuta cognitiva comportamental Psicóloga Marina Almeida realiza atendimentos de psicoterapia online para casos vítimas de Estelionatos Virtuais Amorosos, para todo o Brasil e exterior, com foco em escuta clínica de adultos neurodiversos e típicos. Entre em contato por mensagem no WhatsApp 55 (13) 991773793.

A vítima experimenta um quadro severo de estresse pós-traumático, depressão maior, ansiedade generalizada e uma profunda crise de autoeficácia, intensificada pela vergonha de ter sido enganada apesar de sua alta bagagem cultural. Portanto, prioritariamente a vítima necessita procurar ajuda de psicoterapia, do contrário tem maior chance de ser envolvida posteriormente em outra situação de abuso emocional, patrimonial ou se envolver em outro golpe virtual.

Diretrizes para a Busca de Ajuda

  1. Rompimento do Isolamento: É imperativo validar o ocorrido sem julgamentos morais. A busca por apoio de familiares de confiança ou grupos de acolhimento de vítimas de estelionato diminui o estigma da vergonha.
  2. Psicoterapia Especializada: O acompanhamento por psicólogos clínicos auxilia na elaboração do luto (pela perda do parceiro idealizado que nunca existiu), na reestruturação da autoestima destruída e na dessensibilização dos gatilhos de culpa.
  3. Redirecionamento do Foco: O trabalho terapêutico visa desvincular a inteligência da paciente da sua vulnerabilidade emocional pontual, demonstrando que a engenharia social é projetada para burlar mentes racionais através do sequestro afetivo.

7.Procedimentos Legais e Mecanismos de Denúncia

A atuação jurídica e policial imediata é crucial para a preservação de provas e tentativa de mitigação do prejuízo financeiro.

Fluxo de Ação Recomendado

[Preservar Evidências] ──> [Guardar as mensagens e áudios/ Tirar prints das conversas] ──> [Fazer o Boletim de Ocorrência] ──> [Notificar Bancos]

  1. Preservação de Evidências: Não apague conversas, áudios, fotos ou e-mails. Salve os históricos de chats de forma integral, incluindo os dados de perfis e chaves Pix/contas bancárias utilizadas. Se possível, registre os prints em cartório por meio de uma Ata Notarial ou utilize plataformas digitais auditáveis de preservação de prova.
  2. Registro do Boletim de Ocorrência (B.O.): O fato deve ser registrado em uma Delegacia de Polícia Civil, preferencialmente nas unidades voltadas a Crimes Cibernéticos (Deic) ou de Defesa da Mulher (DEAM). A conduta enquadra-se no crime de Estelionato (Art. 171 do Código Penal Brasileiro) e pode, dependendo do contexto de convivência virtual contínua, ser acumulada com violência psicológica nos termos da Lei Maria da Penha. Há também projetos de lei em andamento focados especificamente no estelionato sentimental digital contra idosos.
  3. Acionamento do Sistema Bancário: Caso as transferências tenham sido realizadas recentemente via Pix, a vítima deve contestar a operação imediatamente em seu aplicativo bancário acionando o Mecanismo Especial de Devolução (MED), além de abrir uma notificação formal de fraude junto ao banco receptor dos fundos para o bloqueio de “contas laranja”.
  4. Denúncia nas Plataformas e Sites: Notifique formalmente o aplicativo de relacionamento (ex: Tinder, Bumble, outros) ou a rede social onde o contato se iniciou para que a conta seja banida e os dados de IP e cadastro fiquem preservados para fins de investigação judicial.

Conclusão

O estelionato sentimental contra mulheres de alta escolaridade evidencia que o intelecto acadêmico não substitui os mecanismos de proteção emocional em momentos de transição e vulnerabilidade psicossocial.

O combate a essa modalidade criminosa exige a união de letramento digital preventivo, o aperfeiçoamento dos mecanismos de segurança das plataformas tecnológicas (com o uso ético da própria inteligência artificial).

A despatologização da vítima, cujo acolhimento clínico e jurídico deve se dar livre de estigmas e pautado na compreensão de que a culpa reside integralmente na arquitetura perversa do estelionatário.

A Psicóloga, Terapeuta Cognitiva Comportamental, Psicanalista Psicodinâmica Contemporânea e Neuropsicóloga Marina da Silveira Rodrigues Almeida (CRP 06/41029) atende em plataforma segura como o Consultório Virtual Seguro® Casa dos Insights, plataforma de Telessaúde segura e criptografada, reafirma a importância do vínculo humano, da escuta qualificada e da proteção ética integral dos dados sensíveis dos clientes.

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A psicanalista e terapeuta cognitiva comportamental Psicóloga Marina Almeida realiza atendimentos de psicoterapia online para casos vítimas de Golpes Amorosos Virtuais, para todo o Brasil e exterior, com foco em escuta clínica de adultos neurodiversos e típicos.

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Bibliografia

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WHITTY, M. T. Predicting who opens world-wide-web romance scam e-mails and who falls victim to these scams. Computers in Human Behavior, v. 83, p. 106-114, 2018.

Marina da Silveira Rodrigues Almeida – CRP 06/41029

Psicóloga Clínica, Escolar e Neuropsicóloga, Especialista em pessoas Autistas (TEA), TDAH, Neurotípicos e Neurodiversos.

Psicanalista Psicodinâmica e Terapeuta Cognitiva Comportamental

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