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As doenças psicossomáticas podem exercer ação na saúde do corpo de maneira intensa.

A hipófise, uma glândula que possui ligação com a região do hipotálamo no cérebro, é a responsável pelo mecanismo que desencadeia a doença, uma vez que ela produz hormônios que controlam todas as funções do organismo.

As emoções e sentimentos mais fortes são percebidos pelo hipotálamo, estas emoções alteram as funções do hipotálamo e sua conexão com a hipófise.

As doenças respiratórias, de pele, circulatórias e gastrointestinais causadas ou agravadas pela tensão nervosa são resultados desta alteração. Sendo assim, pode-se dizer que as doenças psicossomáticas têm componente psíquico, a manifestação de doenças orgânicas é ocasionada por problemas emocionais.

O corpo possui suas próprias defesas, ou seja, ele manifesta, coloca para fora as emoções que às vezes a pessoa tenta esconder por meio de tremor, dores de barriga, gestos e travamento de dentes.

Geralmente, apresentam-se como uma característica da família. As pessoas que sofrem desses distúrbios geralmente apresentam outras alterações da personalidade (personalidade narcísica ou dependente dentre outras).

Podem-se diferenciar dois tipos de distúrbios: os agudos e isolados (dor de cabeça, urticária, etc) e os crônicos e gerais (asma, úlcera, alergia, etc).

Sintomas:

Os pacientes que geralmente manifestam esse tipo de doenças apresentam as seguintes características:

  • alguma doença orgânica real;
  • dificuldade para reconhecer e expressar os seus próprios sentimentos;
  • um ego bastante fraco ou frágil, com escassos recursos psíquicos;
  • relação entre o aparecimento da doença orgânica e os conflitos, principalmente de alto impacto emocional;
  • escassa capacidade para tolerar fatores de estresse;
  • escassa capacidade de simbolização.

As síndromes e os sintomas psicossomáticos mais frequentes são os relacionados com o aparelho digestivo, o respiratório, os sistemas vascular, locomotor, endócrino, e cutâneo.

Os sintomas mais frequentes são: dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, menstruações dolorosas, perda da consciência ou do desejo sexual.

Diagnóstico:

As pessoas psicossomáticas não têm consciência de que a origem dos seus problemas é fundamentalmente psicológica, exigindo dos médicos a realização de exames e tratamentos diversos. Depois de ter sido determinado que a alteração é psicológica, a diferença existente com relação a outras doenças é determinada segundo a quantidade de sintomas e a extensão dos mesmos. A descrição dramática dos sintomas feita pelo paciente também contribui para o diagnóstico.

Tratamento:

A doença psicossomática geralmente permanece durante toda a vida, com gravidade variável e períodos de remissão dos sintomas se não forem buscar ajuda com intervenção psicoterápica.

Recomendam-se as terapias de contenção ou psicanalíticas, que procuram que o paciente obtenha melhores recursos para enfrentar os fatores de estresse e possa identificar e expressar os seus sentimentos.

No caso de o paciente ser menor de idade, sugere-se tratar também os pais, pois a crise psicossomática pode estar indicando conflitos no relacionamento familiar.

Entre em contato comigo e agende uma entrevista:

Marina S. R. Almeida

Consultora Ed. Inclusiva, Psicóloga Clínica e Escolar

Neuropsicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga Especialista

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2 respostas

    1. Bom dia! Hillary
      As principais doenças psicossomáticas são estas abaixo.
      As causas são relativas, podem estar associadas a estes conflitos citados como gatilhos e outras angustias subjetivas de cada paciente.

      Alergias: aparecem naqueles que estão sempre nervosos e irritados com as atitudes das outras pessoas. Se você tem alergias, procure ser mais calmo e compreensivo com aqueles que o rodeiam;
      Anemia: está relacionada à falta de confiança em si mesmo;
      Doenças respiratórias: se desenvolvem em pessoas que estão sempre desesperadas, correndo e que gostam de fazer tudo ao mesmo tempo;
      Artrite: está associada à mania de perfeição. Pessoas muito insistentes e críticas tendem a desenvolver este problema;
      Asma: complexo de culpa;
      Problemas na bexiga: aparecem em pessoas que ficam guardando suas dores;
      Bulimia: ódio de si mesmo e crença de não ser bom o suficiente;
      Câncer: associado a ressentimentos profundo;
      Problemas na coluna: geralmente aparecem em pessoas que gostam de fazer tudo sozinhas;
      Doenças do coração: desenvolvidas por pessoas que não vivem do amor e da felicidade;
      Problemas dentários: os dentes estão associados à família e, em geral, pessoas que se responsabilizam por todas as decisões familiares são propensas a ter problemas nos dentes e gengivas;
      Dores: estão associadas à culpa e ao medo de ser punido;
      Problemas digestivos: estão relacionados à dificuldade de assumir novas ideias e experiências;
      Doenças do fígado: são apresentados por pessoas que acumulam raiva e rancor;
      Problemas na garganta: associados ao medo das mudanças, dificuldade de falar o que pensa e frustração;
      Gastrite: se manifesta em pessoas que guardam os problemas apenas para si, são introvertidas e demonstram uma falsa calma e tranquilidade. São, na maioria das vezes, pessoas introvertidas e que demonstram uma falsa calma e tranquilidade;
      Problemas no joelho: inflexibilidade, ego inflado e medo de mudanças;
      Obesidade: insegurança;
      Problemas nas pernas: medo de enfrentar as coisas novas do dia a dia;
      Doenças nos pés: dificuldade em compreender a si próprio;
      Retenção de líquidos: intuição forte e que não é respeitada;
      Problemas nos rins: acúmulo de mágoas, tristeza e dor;
      Tumor: feridas antigas que não foram curadas;
      Úlcera: medo de não ser bom o suficiente;
      Varizes: associadas à incapacidade de aceitar as condições que são impostas.
      No livro Psicossomática Hoje (Português) do autores Julio Mello Filho (Autor)e Miriam Burd você encontrará muitas outras, que são estudadas e a intervenção de cada caso.
      Att.
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