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O diagnóstico da dislexia é realizado por uma equipe de profissionais envolvidos: Psicóloga, Psicopedagoga, Neurologista e Fonoaudióloga. Para ser realizado um diagnóstico da dislexia precisamos entender a definição atual.

A definição mais usada para dislexia na atualidade é a do Comitê de Abril de 1994, da International Dyslexia Association – IDA, que diz:

“Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico da linguagem, de origem constitucional, caracterizado pela dificuldade de decodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência no processo fonológico. Estas dificuldades de decodificar palavras simples não são esperadas em relação a idade. Apesar de submetida a instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sociocultural e não possuir distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A dislexia é apresentada em várias formas de dificuldade com as diferentes formas de linguagem, frequentemente incluídas problemas de leitura, em aquisição e capacidade de escrever e soletrar.”

A origem da palavra dislexia:

  • DIS – distúrbio.
  • LEXIA – (do latim) leitura; (do grego) linguagem.
  • DISLEXIA – dificuldades na leitura e escrita.

A dislexia não é uma doença, portanto não podemos falar em cura. Ela é congênita e hereditária, e seus sintomas podem ser identificados logo na pré-escola.

Os sintomas, ainda, podem ser aliviados, contornados, com acompanhamento adequado, direcionado às condições de cada caso.

Não podemos considerar como ‘comprometimento’ sua origem constitucional (neurológica), mas sim como uma diferença, que é mais notada em relação à dominância cerebral.

“A DISLEXIA é uma dificuldade de aprendizagem na qual a capacidade de uma criança para ler ou escrever está abaixo de seu nível de inteligência.”

“A DISLEXIA é uma função, um problema, um transtorno, uma deficiência, um distúrbio. Refere a uma dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem.”

“A DISLEXIA é um transtorno, uma perturbação, uma dificuldade estável, isto é duradoura ou parcial e, portanto, temporária, do processo de leitura que se manifesta na insuficiência para assimilar os símbolos gráficos da linguagem.”

“A DISLEXIA não é uma doença, é um distúrbio de aprendizagem congênito que interfere de forma significativa na integração dos símbolos linguísticos e perceptivos. Acomete mais o sexo masculino que o feminino, numa proporção de 3 para 1.”

“A DISLEXIA é caracterizada por dificuldades na leitura, escrita (ortografia e semântica), matemática (geometria, cálculo), atraso na aquisição da linguagem, comprometimento da discriminação visual e auditiva e da memória sequencial”.

ETIOLOGIA:

A rigor, não há nenhuma segurança em afirmar uma ou outra etiologia para a causa da dislexia, mas há algumas situações que foram descartadas:

Em hipótese alguma o disléxico tem comprometimento intelectual. Segundo a Teoria das Inteligências Múltiplas, o ser humano possui habilidades cognitivas: inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal, inteligência lógico-matemática, inteligência espacial, inteligência corporal-cinestésica, inteligência verbal-linguística, inteligência musical, naturalista, existencial e pictórica.

O disléxico teria sua inteligência mais predisposta à inteligência corporal-cinestésica, musical, espacial.

Quanto ao emocional, é preciso avaliar muito bem. Pode haver um comprometimento do emocional como conseqüência das dificuldades da dislexia, mas nunca como causa única.

A criança dislexia não tem perda auditiva.

CAUSAS DA DISLEXIA:

Uma falha no sistema nervoso central em sua habilidade para organizar os grafemas, isto é, as letras ou decodificar os fonemas, ou seja, as unidades sonoras distintivas no âmbito da palavra.

O impedimento cerebral relacionado com a capacidade de visualização das palavras.

Diferenças entre os hemisférios e alteração (displasias e ectopias) do lado direito do cérebro. Isso implica, entre outras coisas, uma dominância da lateralidade invertida ou indefinida. Mas também justifica o desenvolvimento maior da intuição, da criatividade, da aptidão para as artes, do raciocínio mais holístico, de serem mais subjetivos e todas as outras qualidades características do hemisfério direito.

Inadequado processamento auditivo (consciência fonológica) da informação linguística.

Implicações relação afetiva materno-filial, o que pode entravar a necessidade da linguagem, e mais tarde a aprendizagem da leitura e escrita.

SINAIS ENCONTRADOS EM DISLÉXICOS:

Desde a pré-escola alguns sinais e sintomas podem oferecer pistas que a criança é disléxica. Eles não são suficientes para se fechar um diagnóstico, mas vale prestar atenção:

  1. Fraco desenvolvimento da atenção.
  2. Falta de capacidade para brincar com outras crianças.
  3. Atraso no desenvolvimento da fala e escrita.
  4. Atraso no desenvolvimento visual.
  5. Falta de coordenação motora.
  6. Dificuldade em aprender rimas/canções.
  7. Falta de interesse em livros impressos.
  8. Dificuldade em acompanhar histórias.
  9. Dificuldade com a memória imediata organização geral.

DIFICULDADES ENCONTRADAS EM PESSOAS COM DISLEXIA:

  1. Dificuldade para ler orações e palavras simples.
  2. A pronúncia ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade evidente nos disléxicos.
  3. As crianças ou adultos disléxicos invertem as palavras de maneira total ou parcial, por exemplo, “casa” é lida “saca”. Uma coisa é uma brincadeira ou um jogo de palavras, observando a produtividade morfológica ou sintagmática dos léxicos de uma língua, uma outra coisa é, sem intencionalidade, a criança ou adulto trocar a sequência de grafemas.
  4. Invertem as letras ou números, por exemplo: /p/ por /b/, /d/ por/ b /3/ por /5/ ou /8/, /6/ por /9/ especialmente quando na escrita minúscula ou em textos manuscritos escolares. Assim, é patente a confusão de letras de simetria oposta.
  5. A ortografia é alterada, podendo estar ligada a chamada CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA (alterações no processamento auditivo).
  6. Copiam de forma errada as palavras, mesmo observando na lousa ou no livro como são escritas. Em geral, as professoras ficam desesperadas: “como podem – pensam e reclamam – ela está vendo a forma correta e escreve exatamente o contrário?”. Ora, o processamento da informação léxica, que é de ordem cerebral, está invertida ou simplesmente deficiente.
  7. As crianças disléxicas conhecem o texto ou a escrita, mas usam outras palavras, de maneira involuntária. Trocam as palavras quando leem ou escrevem, por exemplo: “gato” por “casa”.
  8. Têm as crianças disléxicas dificuldades em distinguir a esquerda e a direita.
  9. Alteração na sequência das letras que formam as sílabas e as palavras.
  10. Confusão de palavras parecidas ou opostas em seu significado. Os homônimos, isto é, palavras semelhantes (seção, cessão e seção), é uma dificuldade nas crianças disléxicas.
  11. Os erros na separação das palavras.
  12. Os disléxicos sofrem com a falta de rapidez ao ler. A leitura é sem modulação e sem ritmo. Os disléxicos, às vezes, com muito sacrifício, decodificam as palavras, mas não conseguem ter compreensão.
  13. Os disléxicos têm falha na construção gramatical, especialmente na elaboração de orações complexas (coordenadas e subordinadas) na hora da redação espontânea.

TIPOS DE DISLEXIA:

  • DISLEXIA ACÚSTICA: manifesta-se na insuficiência para a diferenciação acústica (sonora ou fonética) dos fonemas e na análise e síntese dos mesmos, ocorrendo omissões, distorções, transposições ou substituições de fonemas. Confundem-se os fonemas por sua semelhança Articulatória.
  • DISLEXIA VISUAL: Ocorre quando há imprecisão de coordenação viso-especial manifestando-se na confusão de letras com semelhança gráfica. Não temos dúvida que o primeiro procedimento dos pais e educadores é levar a criança a um médico oftalmologista.
  • DISLEXIA MOTRIZ: evidencia-se na dificuldade para o movimento ocular. Há uma nítida limitação do campo visual que provoca retrocessos e principalmente intervalos mudos ao ler.

LEMBRE-SE EM OBSERVAR:

Alterações de grafia como “a-o”, “e-d”, “h-n” e “e-d”, por exemplo.

As crianças disléxicas apresentam uma caligrafia muito defeituosa, verificando-se irregularidade do desenho das letras, denotando, assim, perda de concentração e de fluidez de raciocínio.

As crianças disléxicas, ainda segundo o professor, apresentam confusão com letras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço como: “b-d”. “d-p”, “b-q”, “d-b”, “d-p”, “d-q”, “n-u” e “a-e”. Ocorre também com os números: 6;9;1;7;3;5, etc.

Apresenta dificuldade em realizar cálculos por se atrapalhar com a grafia numérica ou não compreende a situação problema a ser resolvida.

Confusões com os sinais (+) adição e (x) multiplicação.

A dificuldade pode ser ainda para letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos sons são acusticamente próximos: “d-t” e “c-q”, por exemplo.

Na lista de dificuldades dos disléxicos, para o diagnóstico precoce dos distúrbios de letras, chamamos a atenção de educadores, e pais para as inversões de sílabas ou palavras como “sol-los”, “som-mos” bem como a adição ou omissão de sons como “casa-casaco”, repetição de sílabas, salto de linhas e soletração defeituosa de palavras.

TRATAMENTOS: 

Intervenção de tratamentos para crianças, adolescente e adultos: Psicoterapia, Psicopedagogia e Fonoaudióloga.

Aqui no Instituto Inclusão Brasil e Consultório de Psicologia, Psicopedagogia e Psicanálise realizamos atendimentos para pessoas com dislexia.

Continua no artigo : Inclusão do aluno com dislexia.

Entre em contato comigo e agende uma entrevista:

Marina S. R. Almeida

Consultora Ed. Inclusiva, Psicóloga Clínica e Escolar

Neuropsicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga Especialista

CRP 41029-6

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