CAMUFLAGEM NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

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Se você é uma pessoa com autismo, provavelmente já ouviu falar em mascaramento e ou camuflagem (masking, scripts socias). Em um sentido amplo, é o processo de mudar ou ocultar a personalidade natural de alguém para “se encaixar”, ou talvez mais especificamente para ser percebido como neurotípico.

A Psicóloga Marina Almeida é especialista em Transtorno do Espectro Autista. Realizo psicoterapia online ou presencial para pessoas típicas e neurodiversas.

Realizo avaliação neuropsicológica online e presencial para diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista em Adultos e TDAH.

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Embora esses dois termos sejam frequentemente usados alternadamente, pesquisas dos últimos anos mostraram que existem algumas subcategorias distintas de camuflagem.

O mascaramento é apenas um desses subtipos e, sem dúvida, não é o mais traiçoeiro dos três. Então, vamos explorar a camuflagem e o autismo.

A camuflagem é, obviamente, uma tática usada por muitos animais para disfarçar sua aparência a fim de evitar a detecção (chamada de cripsia), ou para imitar outros animais a fim de deter predadores (chamada de mimetismo Batesiano).

Da mesma forma, camuflagem social se refere a estratégias usadas para se misturar ao nosso ambiente social, ou nos apresentar como diferentes de quem somos. Ao contrário da camuflagem física, no entanto, não se trata tanto de ser tornado completamente invisível, mas de camuflar comportamentos que podem nos destacar de alguma forma.

A camuflagem e mimetismo são usados para serem vistos de uma forma considerada apropriada pelo grupo em que queremos ser incluídos.

Alguma extensão da camuflagem é provavelmente inerente à interação humana; aprendemos habilidades sociais para melhorar a interação social, aderimos a convenções sociais que podem não fazer sentido para nós e ajustamos nosso comportamento conforme a situação exige. Por exemplo, tendemos a nos comportar de maneira diferente no trabalho e em casa. Mas, para algumas pessoas, a necessidade de camuflagem é muito menos superficial. Obviamente, a necessidade de camuflagem é proporcional a quão estranho seu comportamento é percebido pelo ambiente ao seu redor.

Para outras pessoas, camuflar pode significar agir, falar e ou se vestir de uma determinada maneira para se encaixar no grupo social de sua preferência. E embora isso provavelmente também se aplique a pessoas autistas, a necessidade de camuflagem tende a ser mais profunda; porque as pessoas com autismo muitas vezes precisam camuflar seus comportamentos autistas, de modo a minimizar a visibilidade de seu autismo em situações sociais.

Pessoas com autismo também mostram uma resposta de medo a situações sociais, enquanto as situações sociais podem ser divertidas para alguns, para pessoas com autismo a ansiedade tende a surgir mais prontamente, seja a partir de interações sociais com pessoas que você não conhece, ou um ambiente que fornece um alto nível de estimulação sensorial (luz, som, cheiros, temperatura). 

Como resultado, a pessoa pode se isolar mais ou ficar com as situações sociais e, com toda a probabilidade, camuflar-se mais. Qualquer uma das estratégias tem suas consequências; camuflar é usar estratégias para lutar contra o ostracismo potencial, enquanto evitar situações sociais pode ser um ato de auto-ostracização.

O psicólogo social  Kipling Williams – que escreveu extensivamente sobre o ostracismo como um fenômeno moderno – define ostracismo como “qualquer ato ou atos de ignorar e excluir um indivíduo ou grupos por um indivíduo ou grupo”.

Auto-ostracização é qualquer ato realizado por uma pessoa – inadvertidamente ou com intenção – que leva à exclusão de outras pessoas ou grupos.

Razões para as pessoas com autismo camuflar

Em 2019, Eilidh Cage e Zoe Troxell-Whitman publicaram um estudo que analisou as razões que os adultos autistas têm para se camuflar.

Na tabela a seguir, você pode ver vários motivos para camuflagem e pontuações de carregamento, que dão uma medida de quão importante esse item é como motivo para camuflagem em adultos autistas.

Razões convencionais
Para comunicar suas ideias ou trabalho0,831
Para ter um bom desempenho em seu trabalho ou na universidade0,791
Para ajudar a trabalhar com colegas de classe ou colegas0,736
Para fazer com que os outros levem você, suas ideias ou trabalhem a sério0,731
Para reduzir o constrangimento nas interações sociais0,551
Para demonstrar que sou uma pessoa responsável0,477
Para conseguir uma promoção0,449

Razões relacionais

Item
Fazer amigos0,796
Para parecer atraente para um potencial parceiro romântico0,750
Para parecer simpático0,700
Para se relacionar com outros0,684
Para se encaixar com os outros0,568
Para demonstrar meus sucessos0,543
Para expressar minha confiabilidade0,425
Para expressar minha inteligência0,402

Subtipos de camuflagem

Com base na pesquisa de 2018, por Laura Hull et al., as seguintes 3 subcategorias de camuflagem foram definidas:

  • Compensação – Estratégias usadas para compensar ativamente as dificuldades em situações sociais. Exemplos: copiar a linguagem corporal e as expressões faciais, aprender dicas sociais de filmes e livros.
  • Mascaramento – Estratégias usadas para ocultar características autistas ou retratar uma pessoa não autista. Exemplos: ajustar rosto e corpo para parecer confiante e / ou relaxado, forçando o contato visual.
  • Assimilação – estratégias usadas para tentar se encaixar com outras pessoas em situações sociais. Exemplos: fingir, evitar ou forçar interações com outras pessoas.

O diagnóstico leva a maioria das mulheres com autismo a abandonar a camuflagem diminuindo seu sentimento de impostora, estresse e fadiga social. 

Se perceber que pode ser ela mesma e que simplesmente aceitando que tem uma neurologia diferente (neurodiversa) da maioria da população, que não há nada de errado  em ser diferente, significa que não precisa se esconder de quem você é para disfarçar, ou se encaixar ou tornar pessoas neurotípicas mais confortáveis.

Agendamento para consulta presencial ou consulta de psicoterapia on-line:

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Marina S. R. Almeida

Consultora Ed. Inclusiva, Psicóloga Clínica e Escolar

Neuropsicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga Especialista

Licenciada no E-Psi pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimento de Psicoterapia on-line

CRP 06/41029

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