As grandes angústias humanas parecem sempre girar em torno dos mesmos eixos: amar, trabalhar e sobreviver.
Não é coincidência. Para a psicanálise contemporânea, esses três campos são lugares privilegiados onde a subjetividade se constrói e se confronta com o outro.
É no amor que experimentamos a falta.
No trabalho, o reconhecimento.
No dinheiro, a sobrevivência e o valor simbólico.
E é justamente nesses pontos que nossas fragilidades aparecem com mais força.
Amor: o espelho onde a falta aparece
A psicanálise, desde Freud, entende o amor como um campo onde projetamos desejos, idealizações e feridas.
Mas é Lacan quem formula de forma mais radical: “amar é dar o que não se tem”. Ou seja, amar é reconhecer a própria falta — e isso é angustiante.
Por que sofremos tanto no amor?
- buscamos no outro uma completude impossível
- confundimos desejo com necessidade
- idealizamos relações perfeitas
- tememos o abandono e a rejeição
Autores contemporâneos como Vera Iaconelli e Christian Dunker mostram que, na cultura atual, o amor se tornou um espaço de performance: queremos ser desejáveis, eficientes, emocionalmente “resolvidos”.
Mas o amor não funciona assim. Ele exige vulnerabilidade, não performance.
Redes sociais e amor
As redes sociais intensificam a comparação e a idealização.
Como aponta Byung-Chul Han, vivemos uma “sociedade da transparência”, onde tudo é exposto e nada é realmente íntimo.
Isso cria relações frágeis, ansiosas e hiperavaliadas.
Trabalho: reconhecimento, identidade e exaustão
Para Freud, o trabalho é um dos pilares da saúde psíquica.
É no trabalho que exercemos nossa potência criativa e buscamos reconhecimento.
Mas a psicanálise contemporânea observa um fenômeno novo: o trabalho como lugar de sofrimento subjetivo.
Por que o trabalho adoece?
- excesso de produtividade
- precarização
- falta de reconhecimento
- competição constante
- dissolução de limites entre vida pessoal e profissional
Segundo Christophe Dejours, o sofrimento no trabalho surge quando o sujeito não consegue transformar sua experiência em sentido.
E quando o trabalho deixa de ser espaço de criação e se torna apenas sobrevivência, a subjetividade se empobrece.
Redes sociais e trabalho
A cultura da performance, likes, métricas, visibilidade — invade o mundo profissional.
O sujeito passa a se medir por números, não por experiência. Isso gera ansiedade, comparação e sensação de insuficiência.
Dinheiro: valor simbólico, sobrevivência e angústia
O dinheiro não é apenas um recurso econômico. Para a psicanálise, ele é um significante do valor: valor de si, valor do outro, valor do desejo.
Por que o dinheiro angustia?
- representa autonomia
- simboliza reconhecimento social
- está ligado à sobrevivência
- ativa fantasias de perda e escassez
Segundo Joel Birman, o neoliberalismo produz subjetividades marcadas pela culpa e pela autoexigência. O dinheiro se torna medida de sucesso, e a falta dele, medida de fracasso.
O que amor, trabalho e dinheiro têm em comum?
A psicanálise contemporânea mostra que esses três campos têm um ponto central em comum: todos envolvem alteridade — o encontro com o outro e com a própria falta.
- No amor, o outro nos escapa.
- No trabalho, o reconhecimento depende do outro.
- No dinheiro, o valor é atribuído pelo outro.
Ou seja: nossas angústias são sempre angústias de relação.
Redes sociais: o palco onde nossas angústias se amplificam
As redes sociais criam uma ilusão de controle sobre a imagem, mas aumentam a vulnerabilidade subjetiva.
Efeitos psíquicos observados na clínica:
- comparação constante
- sensação de inadequação
- busca de validação
- dificuldade de sustentar a intimidade
- ansiedade de desempenho
Como afirma Sherry Turkle, estamos “sozinhos juntos”: hiperconectados, mas emocionalmente isolados.
Saúde mental: quando a angústia vira sofrimento
A angústia é parte da vida. Mas quando ela se torna paralisante, repetitiva ou incapacitante, pode evoluir para:
- ansiedade generalizada
- depressão
- burnout
- compulsões
- isolamento
A psicanálise não busca eliminar a angústia, mas dar sentido a ela, transformá-la em palavra, em elaboração, em possibilidade de escolha.
Como procurar ajuda?
Sem indicar serviços específicos, posso orientar caminhos gerais:
- procure psicólogos ou psicanalistas qualificados
- busque serviços públicos de saúde mental
- converse com médicos sobre sintomas persistentes
- compartilhe com pessoas de confiança
- procure grupos de apoio quando fizer sentido
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Referências
Psicanálise contemporânea
Dunker, C. (2015). Mal-estar, sofrimento e sintoma.
Iaconelli, V. (2019). O que é psicanálise.
Birman, J. (2014). O sujeito na contemporaneidade.
Roudinesco, E. (2016). A família em desordem.
Safatle, V. (2021). O circuito dos afetos.
Filosofia e sociedade
Han, B.-C. (2017). A sociedade da transparência.
Han, B.-C. (2015). A sociedade do cansaço.
Turkle, S. (2017). Alone Together.
Trabalho e sofrimento
Dejours, C. (2012). A banalização da injustiça social.
Marina da Silveira Rodrigues Almeida – CRP 06/41029
Psicóloga Clínica, Escolar e Neuropsicóloga, Especialista em pessoas adultas Autistas (TEA), TDAH, Neurotípicos e Neurodiversos.
Psicanalista Psicodinâmica e Terapeuta Cognitiva Comportamental
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