ALUNO SUPERDOTADO OU COM ALTAS HABILIDADES

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“O superdotado se percebe diferente desde a infância. E isso o incomoda”, diz a psicóloga Mara Regina Nieckel da Costa, do Núcleo de Atendimento às Pessoas Portadoras de Altas Habilidades (Nappah, em Porto Alegre (Brasil).
Segundo a psicóloga, que estuda a percepção que os jovens superdotados têm de si e como pensam ser vistos pelo mundo, na adolescência eles, assim como todos na sua idade, passam pela fase da busca de modelos e identificação.
Diferentes, olham ao redor e não reconhecem nenhum modelo a seguir, nem na família, nem na escola e, por isso, acabam se sentindo perdidos, peixes fora d’água. Em geral, sentem que aprendem mais rápido; apontam a precocidade na aprendizagem como um sinal da diferença; preferem conviver com crianças mais velhas do que eles e enfrentam dificuldades na escola.
Os superdotados são excessivamente criativos e altamente dedicados às atividades pelas quais se interessam. Constituem uma parcela de 3 a 5% da população e, desde 1995, foram “classificados” pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como pessoas portadoras de altas habilidades.
“O pensamento deles é divergente, eles solucionam os problemas com métodos próprios”, conta Susana Perez Barrera, presidente da Associação Brasileira para Superdotados (ABSD). Q.I e inteligências múltiplas.
Por muito tempo, o superdotado foi encarado como um ser divino, com habilidades que ninguém tinha e, portanto, alvo de cobranças de um desempenho superior. O prefixo super funciona como um estigma que lhe impõe uma conduta de superioridade.
Espera-se, assim, que execute operações matemáticas escabrosas em segundos, que memorize uma quantidade surpreendente de informações e que entre para o livro dos recordes mundiais.
Como a alta habilidade se expressa de diversos modos, não há um único exame padrão capaz de identificar se alguém apresenta um desenvolvimento acima do normal ou não.
É por isso que os testes de quociente de inteligência (Q.I), que apontam como superdotados aqueles que atingem mais de 140 pontos, não servem como instrumento isolado de avaliação.
Deve-se considerar o contexto em que a criança se encontra e o estímulo que recebeu. A teoria das inteligências múltiplas, mais aceita como instrumento de avaliação de superdotados, condena a ideia de que as capacidades intelectuais de um indivíduo possam ser detectadas apenas em uma avaliação de Q.I.
Elaborada pelo psicólogo americano Howard Gardner, ela critica a “decoreba” e valoriza a capacidade de comunicação verbal, a habilidade para resolver problemas de lógica matemática, o poder de abstração espacial, a aptidão física, a sociabilidade (relações inter-pessoais) e o potencial musical.
Separar, acelerar, incluir “O superdotado é um portador de necessidades especiais”, afirma Susana Perez, da ABSD.
Há, segundo a associação, três modelos de atendimento pedagógico para ele.
O primeiro é o que separa os alunos em classes especiais, acentuando a rotulação.
O segundo permite que o aluno acelere os estudos, passando para séries mais avançadas à medida que domina o conhecimento, o que pode acarretar problemas emocionais em virtude da defasagem em relação ao grupo etário e cultural.
O terceiro é o inclusivo, que motiva as habilidades específicas sem que o estudante mude de turma.
Essa motivação, em geral, cabe a professores ou profissionais especializados, que trabalham as aptidões dos superdotados em atividades fora do período normal de aula.
“A inclusão é discutida mundialmente como o método mais eficiente, só necessita de recursos, como pessoas treinadas e instalações adequadas (laboratórios, computadores, ginásio poliesportivo, etc.)”, diz Susana. Desde 1996, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) assegura educação especial aos alunos portadores de altas habilidades no Brasil, enfatizando o uso de currículos, métodos, técnicas, recursos educativos, professores qualificados e um programa escolar que atenda as suas necessidades.
Na prática, apenas os estados do Pará, Rio Grande do Sul, Goiás, Espírito Santo, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará e Piauí desenvolvem algum programa como esse, segundo dados da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação. Maria Shirley dos Santos, diretora de educação infantil e ensino fundamental da Prefeitura de Santo André (SP), acredita que os programas de educação inclusiva são uma saída para a integração de crianças e jovens portadores de necessidades especiais.
“A essência da pedagogia é a diversidade”, enfatiza. O desafio que essa prática propõe é o treinamento adequado do professor. Einstein foi expulso do colégio em que estudava porque se considerava que suas perguntas influenciavam mal os outros colegas. Em vez de expulsar o aluno, o professor precisa saber que o superdotado não está atrapalhando.
“É como se a criança estivesse constantemente na idade dos porquês”, compara Susana. Ao fazer perguntas ela pode ajudar a turma a evoluir. Se assistido, porém, por um professor sem treinamento, esse aluno costuma ser tratado como “problema”.
O papel dos pais Segundo a psicóloga Mara Regina Costa, a exigência da família é vista como uma sobrecarga para os superdotados.
Em geral demoram a identificar que os desvios de conduta ou até o baixo desempenho em algumas disciplinas entram no pacote da superdotação. Quando descobrem, ficam encantados com a “genialidade” da criança e dizem: “você é o melhor”.
“Isso não se pode fazer”, afirma Susana.
“Como qualquer criança o superdotado precisa conhecer os seus limites.” Mas, também como qualquer criança, ele pode se desenvolver mais ou menos de acordo com o estímulo e a valorização que recebe. “Se ele pergunta, pergunta e ninguém responde, vai deixar de perguntar e de crescer”, afirma a presidente da ABSD.
LIVROS PARA BAIXAR EM PDF

Neste material  ABAIXO, você encontrará informações de como desenvolver competências necessárias para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência física/neuro-motora.

Considerando a importância da formação de professores e a necessidade de organização de sistemas educacionais inclusivos para a concretização dos direitos dos alunos com necessidade educacionais especiais a Secretaria de Educação Especial do MEC está entregando a coleção “Saberes e Práticas da Inclusão”, que aborda as seguintes temáticas:

  • Caderno do coordenador e do formador de grupo.
  • Recomendações para a construção de escolas inclusivas.
  • Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos.
  • Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência física/neuromotora.
  • Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com altas habilidades/ superdotação.
  • Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos cegos e com baixa visão.
  • Avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais.
superdotadashttp://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/
altashabilidades.pdfhttp://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/superdotacao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/cadernocoordenador.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/avaliacao.pdf
Fonte: 
Associação Brasileira para Superdotados (ABSD) – tel. (0xx51) 339 2554 – absdrs@zaz.com.br
http://www.altashabilidades.com.br/
Fundação de Atendimento ao Deficiente e ao Superdotado (Faders), tel. (00xx51) 228 2112, ramal 207.
faders@pro.via-rs.com.br
http://www.mensa.org – site em inglês com grupos de discussão sobre inteligência
http://www.gifteddevelopment.com – site americano com informações para pais e professores sobre crianças
ASSOCIAÇÕES DE ALTAS HABILIDADES E SUPERDOTAÇÃO

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4 respostas

    1. Bom dia, Daniela!
      Procure no site da Associação Brasileira de altas habilidades e superdotação que poderão ajudá-la.
      Att.
      Marina S. R. Almeida
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  1. Meu filho tem superdotaçāo, foi laudado aos 4 anos de idade e infelizmente as escolas nunca fizeram nenhum tipo de individualização com ele, na última escola ele sofreu demais porque era marginalizado pelos professores que nunca se interessavam por nenhuma pergunta nem nada que ele dizia.. Existe algum projeto de inclusão com turmas pequenas só pra essas Crianças? Nos EUA existem escolas especiais só pra elas..
    Att,

    Carolina.

    1. Bom dia! Carolina
      Não conheço escolas brasileiras que atendam somente estudantes com altas habilidades. Nos Estados Unidos a legislação é diferente, existem escolas para todas as demandas, o sistema ainda é de segregação das diferenças. Aqui no Brasil o sistema de legislação educacional é inclusivo. Você pode denunciar a escola no ministério público, conselho tutelar, secretaria de educação ou delegacia de ensino, por não cumprir a legislação que garante os direitos dos alunos com altas habilidades e superdotação. A segunda opção é procurar outra escola, quer seja pública ou particular.
      Aqui abaixo são as diretrizes do Ministério da Educação:
      http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/32300
      Att.
      Marina S. R. Almeida
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