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Os professores e o paradigma da Educação Inclusiva estão intimamente vinculados ao processo de mudança das atitudes nas relações professor-aluno. Urgimos que haja investimentos na valorização do papel do professor e na construção da identidade do novo professor, visto que hoje ele é um facilitador ou mediador da aprendizagem; precisa sair do papel de “dar aulas de disciplinas”, “estimular criancinhas”, para tomar-se o mediador da construção de conhecimentos este é o novo paradigma. Isso pouco se discute no Brasil e por isso o professor ainda fica reivindicando causas absurdas como querer reprovar os alunos. O professor ainda não “percebeu” que ele não é mais “o centro” da situação, hoje ele está “na relação” da aprendizagem com o aluno e em sua capacidade de empoderamento social. As questões da aprendizagem são relacionais e afetivas para construção de uma escola inclusiva.

A prática da Educação Inclusiva pressupõe que o professor, a família e toda a comunidade escolar estejam convencidos de que:

  • O objetivo da Educação Inclusiva é garantir que todos os alunos com ou sem deficiência participem ativamente de todas as atividades na escola e na comunidade;
  • Cada aluno é diferente no que se refere ao estilo e ao ritmo da aprendizagem.

E essa diferença é respeitada numa classe inclusiva;

  • Os alunos com deficiência não são problemas. A Escola Inclusiva entende esses alunos como pessoas que apresentam desafios à capacidade dos professores e das escolas para oferecer uma educação para todos, respeitando a necessidade de cada um;

O fracasso escolar é um fracasso da escola, da comunidade e da família que não conseguem atender as necessidades dos alunos;

  • Todos os alunos se beneficiam de um ensino de qualidade e a Escola Inclusiva apresenta respostas adequadas às necessidades dos alunos que apresentam desafios específicos;
  • Os professores não precisam de receitas prontas. A Escola Inclusiva ajuda o professor a desenvolver habilidades e estratégias educativas adequadas às necessidades de cada aluno;
  • A Escola Inclusiva e os bons professores respeitam a potencialidade e dão respostas adequadas aos desafios apresentados pelos alunos;
  • É o aluno que produz o resultado educacional, ou seja, a aprendizagem. Os professores atuam como facilitadores da aprendizagem dos alunos, com a ajuda de outros profissionais, tais como professores especializados em alunos com deficiência, pedagogos, psicólogos e intérpretes da língua de sinais.

Como as eventuais manifestações preconceituosas podem interferir nesse processo?

Em todos os sentidos, primeiro em manter a exclusão das pessoas, manter mitos e informações errôneas, isso chamamos de acessibilidade atitudinal, é a mais difícil porque exige que resignifiquemos nossos valores, nossas relações, enfim todos nós somos especiais e deficientes, como diria o jargão “de perto ninguém é normal”.

O preconceito faz parte da natureza humana, desde o início da humanidade. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo, do “outro”.

O “outro” inspira receio, temor, insegurança. Esses sentimentos eram importantes no tempo das cavernas, quando os homens eram poucos e lutavam bravamente para sobreviver em um ambiente hostil. Certamente, essa característica foi selecionada evolutivamente porque ajudava na sobrevivência da espécie.

E o homem moderno ainda é biologicamente o mesmo daqueles tempos. Diante do diferente, do desconhecido, é normal adotar atitudes defensivas ou de ataque, que se expressam pelo preconceito, pela discriminação, pelas palavras ofensivas ou por atos violentos.

Existe uma idade ideal para promover essa inclusão? Por quê?

Não. A inclusão é um processo de aceitar TODAS as pessoas e não somente pessoas com deficiências, mas um processo de aceitarmos todos que colocamos a margem da sociedade, todos que sofrem com a segregação social quer seja em espaços institucionalizados ou guetos sociais, como: os grupos de HIV e TB, mulheres, índios, negros, pessoas com vulnerabilidade social, presidiários e tantas outros pessoas.

Quais são os argumentos contrários a essa política inclusiva?

Não há mais argumentos contrários apenas resistências de vontade política, de políticas partidárias, lobbys, pessoas sem informação. A inclusão é um fato mundial, social, antropológico, ou vamos caminhar para a construção de uma sociedade mais humana ou vamos cair numa sociedade egocêntrica, hedonista, para o sucesso individual, para a massificação e consumismo.

Como a educação inclusiva pode formar a postura do jovem cidadão?

  • Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;
  • Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;
  • Aprende o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;
  • Promove o empoderamento, a autonomia e independência e cidadania;
  • Desenvolve a capacidade de vislumbrar um projeto de vida produtiva e independente.

Entre em contato comigo e agende uma entrevista:

Marina S. R. Almeida

Consultora Ed. Inclusiva, Psicóloga Clínica e Escolar

Neuropsicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga Especialista

CRP 41029-6

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