NOVOS PARADIGMAS SOCIAIS: Conexões, redes sociais, multiliderança

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Uma mudança significativa em nossa visão sobre a sociedade vem ocorrendo nos últimos anos com a descoberta das redes sociais. Com efeito, as redes sociais são surpreendentes. Elas surpreendem, em primeiro lugar, os que vivem antenados com as novidades e esperam assumir uma posição de vanguarda ou de destaque ao “aderirem” a elas.

Essas pessoas, muitas vezes, ficam chocadas quando se lhes diz que a rede social não é nada mais do que a sociedade.

Em geral, elas “entram na onda” das redes porque acham que descobriram um novo modo de chamar a atenção para si própria, para suas idéias ou para venderem ou divulgarem seus produtos.

Poder-se-ia dizer, talvez, que a velha sociologia está sendo ultrapassada, em seu método e em seus marcos epistemológicos, por uma nova ciência nascente do social, através da rede social. Mas do que se trata, afinal?

A questão pode ser colocada de maneira simples, pelo menos aparentemente; seres humanos vivendo em coletividades estabelecem relações entre si.

Tais relações em redes sociais podem ser vistas como conexões, caminhos ou dutos pelos quais trafegam mensagens.

Qualquer coletivo de três ou mais seres humanos pode formar uma rede social, que nada mais é do que um conjunto de relações, conexões ou caminhos – graficamente representáveis por arestas e de nodos – vértices, como por exemplo no Diagrama de Paul Baran, 1964.

Há rede quando são múltiplos (a rigor mais de um) os caminhos entre dois nodos. A partir de certo número de conexões em relação ao número de nodos, começam a ocorrer fenômenos surpreendentes na rede, que não dependem — ao contrário do que se acredita — do conteúdo das mensagens que trafegam por essas conexões.

Quanto mais distribuída a rede, menos centralizada ou descentralizada (isto é, multicentralizada) for a topologia da rede, maiores serão as chances de tais fenômenos ocorrerem.

Até agora, as redes foram consideradas pelas ciências sociais como metáforas estruturais para agrupamentos sociais, como mais um recurso explicativo.

Pois bem, redes são sistemas de nodos e conexões. No caso das redes sociais, tais nodos são pessoas e as conexões são relações entre essas pessoas. As relações em questão são caracterizadas pela possibilidade de uma pessoa emitir ou receber mensagens de outra pessoa. Quando isso acontece de fato dize-se que uma conexão foi estabelecida.

Ora, uma conexão é uma mensagem fluindo, desde o momento em que foi emitida. Para contornar tais dificuldades seria melhor definir que uma conexão é um caminho que não existe sem o “caminhante”. O “caminhante” é a mensagem.

Sendo assim precisamos levar em conta que rede é um campo para a emergência do fenômeno da multiliderança.

Hoje podemos afirmar que cada um pode ser líder em algum assunto de que goste e domine, por meio do qual seja capaz de propor iniciativas que sejam acolhidas voluntariamente por outros.

Redes não podem ter líderes únicos, líderes de todos os assuntos, dirigentes autocráticos que tentam monopolizar a liderança e impedir que os outros a exerçam.

A sociedade não está se constituindo como uma sociedade-rede apenas agora, mas toda vez que sociedades humanas não são invadidas por padrões de organização hierárquicos ou piramidais e por modos de regulação autocráticos, elas se estruturam como redes.

O que ocorre, atualmente, é que a convergência de fatores tecnológicos (como a fibra óptica, o laser, a telefonia digital, a microeletrônica e os satélites de órbita estacionária), políticos, econômicos e sociais está possibilitando a conexão em tempo real (quer dizer, sem distância) entre o local e o global e, assim, está tornando mais visível a rede social e os fenômenos a ela associados, ao mesmo tempo em que está acelerando e potencializando os seus efeitos, o que não é pouca coisa.

De certo modo, tudo o que parece realmente necessário para a convivência ou a vida em rede, como a educação para a democracia, a educação para o empreendedorismo e para o desenvolvimento ou para a sustentabilidade, não comparece nos currículos das escolas. Não pode ser por acaso. Isso talvez corrobore a constatação de que a escola é uma das instituições que mais resistem ao surgimento da sociedade-rede.

Em suma, quem quer articular e animar redes sociais deve resistir às (quatro) tentações seguintes: fazer redes de instituições (em vez de redes de pessoas), ficar fazendo reuniões para discutir e decidir o que os outros devem fazer (em vez de, simplesmente, fazer), tratar os outros como “massa” a ser mobilizada (em vez de amigos pessoais a serem conquistados) e, por último, querer monopolizar a liderança (em vez de estimular a emergência da multiliderança).

Ter sempre presente que fazer rede é fazer amigos. Tão simples assim. Então, as pessoas devem estabelecer comunicações pessoais entre si, uma a uma. Cada membro da rede é um participante único, insubstituível, totalmente personalizado, que deve ser tratado sempre pelo nome, valorizado pelo que tem de peculiar, incluído pelo reconhecimento de suas potencialidades distintivas.

Cada um pode ser líder em algum assunto de que goste e domine, por meio do qual seja capaz de propor iniciativas que sejam acolhidas voluntariamente por outros, isso é utilizar da rede de maneira saudável, amorosa, colaborativa e democrática.

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Marina S. R. Almeida

Consultora Ed. Inclusiva, Psicóloga Clínica e Escolar

Neuropsicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga Especialista

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